Fã do Sling

Como a maioria das mães de primeira viagem, muitas coisas eu não sabia e nem conhecia antes da chegada do Fernando, as necessidades iam surgindo, e eu ia correndo atrás de solução.

Pois bem, ele passou bastante tempo no meu colo, muito tempo mesmo, por cólica, atenção,  amamentação, ou só pra eu sentir o cheirinho mesmo (coisa boa né), mas eu que não tinha (e não tenho) uma pessoa para ajudar nas atividades do lar (exceto o marido quando chega do trabalho),  e aí comecei a sentir falta dos braços e mãos livres.

Claro que a gente ganha diploma de contorcionista nessa primeira fase. Atire a primeira pedra quem nunca pegou um objeto do chão com o pé, ou até varreu com uma mão só?

Só que eu não estava contente com a situation, tinha que ter um jeito mais fácil. E não é que tinha!

2014-07-24 18.37.49

Fernando no Sling

Encontrei o Wrap Sling, um tecido de quase 5 metros, que a gente se amarra toda (parece complicado), e prende o bebê firme junto ao nosso corpo. Aiii que delicia, parecia que ele tinha voltado pra minha barriga. Ganhei liberdade, supermercado, passeio no parque, ida à padaria, banco e etc. O Fernandinho ali grudadinho na mamãe, dormindo sono profundo dos anjos.

Juro que tinha gente que ficava olhando e depois vinha me dizer: Nossa achei que tu tava grávida, mas tem um bebê aí!

Confesso que as vezes na madrugada, quando ele chorava demais, colocava ele no sling e ficava caminhando pelacasa, em 10 minutos ele capotava, eu desamarrava o sling, e lá ele se ia de volta pro berço.

Se você já ouviu falar da teoria de exterogestação, o wrap sling faz todo sentido.

No site Parto no Brasil, encontrei a história do Sling (por Mariana Mesquita):

“O sling é uma faixa de pano com cerca de dois metros de comprimento, com argolas reguláveis que permitem formar uma espécie de saco ou rede, onde se carrega o bebê em várias posições. Trata-se de uma “novidade” que tem raízes bem antigas. Em diversas culturas da África, da Ásia e da América, é comum transportar os bebês junto ao corpo, usando para isso vários tipos de “faixas”. Instintivamente, essas mães procuram fortalecer a conexão com seus bebês, criando uma espécie de “barriga de transição”, exatamente como a que os cangurus e outros marsupiais possuem. Pesquisas recentes demonstram a sabedoria desse costume: é o caso de teorias como a de exterogestação, que afirma que os bebês humanos nascem muito mais imaturos do que outros filhotes de mamíferos, pois do contrário não conseguiriam passar pelo canal de parto, e a gestação teria de continuar externamente até os nove meses após o nascimento – época em que a maioria das crianças já engatinha ou mesmo começa a andar. Extremamente indefesos e ligados às suas mães, os bebês sofrem menos e se desenvolvem melhor se puderem manter contato direto com elas. Isso ainda é mais visível no caso de crianças prematuras – existem trabalhos científicos realizados em UTI’s neonatais, como no caso do Projeto Mãe Canguru, do Imip(PE), que coloca mães e filhos “colados” 24h, e o contato pele-a-pele faz com que os bebês se recuperem mais depressa, facilitando também a amamentação.”

Não foi fácil de achar para comprar, nas lojas especializadas você encontra diversos modelos de cangurus, eu ganhei um também, mas parece que o peso do bebe não dica tão bem distribuído, e que ele não fica tão firme.

Comprei o meu na Amora Sling, aqui de Porto Alegre, mas na internet a gente acha muitos outros.

download (1)

Pra quem gostou da ideia tem o vídeo que ensina a amarração:

Beijos,

Ale

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