Antes, eu tinha certeza…

É unanime, todas as mães falam, “a maternidade me transformou”, “me tornou uma pessoa melhor”.

Pois é, me transformou também, não sei se em uma pessoa melhor, porque modestia à parte, eu já me achava uma boa pessoa (risos), mas definitivamente mudou o foco, mudou as necessidades e prioridades.

Antes, mesmo casada, eu era dona do meu nariz, responsável por decidir tudo que tinha vontade ou não, tinha certezas absolutas de tudo, de onde queria trabalhar, que mestrado iraia fazer, onde ia almoçar, e a programação do final de semana.

Sempre fui mega decidida, entre 3 opções, decidia em 3 segundos o que fazer, onde ir, o que comprar. Meus 15 anos foi organizado em 30 dias, o casamento em 40 dias. Como dizem as amigas, era facinha, facinha, era só vir um convite “Vamos?” e eu prontamente respondia “sim”, mesmo nem escutando o resto da frase.

Mas ai me tornei mãe, e veio ao mundo o ser mais precioso da terra, aquele que seria minha maior responsabilidade na vida, que todas as minhas ações afetariam sua trajetória e sua formação como indivíduo. E aí não era mais EU que importava, era ELE, não era mais EU que decidia, era o que ELE precisava.

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Aquele serzinho que só choramingava, tinha que ser interpretado, e eu só queria fazer certo. Será que mamou suficiente? Será que com essa roupa vai passar frio ou calor? Será que dormiiu demais? Será que dormiu de menos? Será que entrar na escolinha será bom? Será que ele não vai sofrer? Será que levo um casaco? Dou almoço ou mamadeira agora?  Entrei para o clube das mães que querem acertar e torcem para se permitirem errar também.

Passado mais de um ano, me sinto mais segura pra ser um pouco mais decidida em relação ao que é melhor pra ELE. Mas ainda estou na trajetória de entender essa nova EU, e ter certeza do que é melhor pra mim também.

Outra unanimidade que escuto, é que nos tornamos menos egoístas, mas sobre isso reflito, não acredito que se anular é sinal de amor absoluto ao filho, sei que existem muitas mães que decidem se dedicar 100% aos filhos, eu acho bacana, e hoje estou nesse time, mas não conheço nenhuma mãe da minha geração que não concilie outros projetos com a maternidade, estudar para concurso, um blog, uma confecção de roupas, fotografia, enfim, algo que não deposite no filho a obrigação de ser fonte de realização pessoal. Nenhum filho merece esse peso.

Sou responsável por ELE, mas sou  ainda mais responsável pela MÃE que ele tem. enquanto estiver certa, feliz e segura sobre o meu caminho, o caminho dele estará seguro também.

Beijos com carinho,

Ale,

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