2 vidas para as mães

Cheguei a conclusão que mãe é o ser mais desequilibrado do mundo, e o ser que mais busca equilíbrio. Somos do tipo gangorra, hora com a versão mulher sendo prioridade, hora a versão mãe sendo prioridade. Difícil manter as duas versões no mesmo eixo, na mesma altura. Quem balança a gangorra é a dona culpa, misturada com a dona vontade. IMG_1521

Estamos sempre na dúvida, no impasse, nos exigimos e nos martirizamos, oh pobre mãe que fica 24 horas por dia em função do filhos, oh pobre mãe que tem que trabalhar e fica longe dos filhos. Existe uma necessidade de escolha, entre o comercial da margarina, casa cheia, mãe criativa e ativa, ou o comercial do banco, da mulher bem sucedida profissionalmente, com scarpin, saia lápis e cabelos alinhadíssimos.

E algum ponto você decidiu, você abriu mão, ou se culpou. Em algum momento pensou que não largaria a carreira, mas largou, em algum momento você pensou que se dedicaria integralmente à criação dos filhos, mas não deu, ou não quis. Você coloca na balança a sua realização profissional e os anos de ouro da infância dos seus filhos. Tudo acontece ao mesmo tempo…

A verdade é que o tempo não é justo conosco, mulheres modernas. O mundo se abriu, e descobrimos que podemos ser qualquer coisa, piloto de avião, astronauta, executiva, massagista, gerente, enfermeira, mádica, psicóloga, engenheira…mãe. É tanta opção que nos enlouquece, é tanta opção que decidir vira uma questão de vida…

Temos relógio biológico que apita, temos medo da infertilidade, ai nos adiantamos e temos filhos, ou priorizamos a carreira, a vida como um ser único, fazemos o que gostamos, viajamos, fazemos cursos, e deixamos a maternidade pro fim da curva da fertilidade…ou nem nos organizamos e pensamos direito, e temos filhos.

Depois que tive filhos me dei conta que chegar a um equilíbrio entre todas estas questões é difícil, sempre pensaremos no “e como seria se eu…”, também cheguei a conclusão que o justo seria termos um passe livre para duas vidas. Viver uma vez integralmente como mãe, e outra integralmente como mulher.

Não seria bárbaro viver sem culpa? Não seria divino saber que se tem todo tempo do mundo para ser tudo que se pode ser?

Ahh, é só sonho, enquanto isso vamos vivendo na gangorra, vamos aprendendo a achar graça e sentir frio na barriga, quando subimos e quando descemos, quando nos priorizamos e quando priorizamos eles.

Receita mágica não tem, além daquela que diz para ser feliz com o que se escolheu 🙂

 

 

 

 

 

 

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