Diário de uma mãe de dois – Dia 2

Sexta-feira, 08 de Julho de 2016
Fernando 2 anos e 1 mês
Olívia 4 meses
Sexta começou antes de sexta, começou quinta as 22h quando fui dormir com a Olívia, a 1h33 da madruga a gordinha já tinha ronronado 3 vezes pra mamar. Eu tava jurando que já eram 4h da manhã, quando olhei o relógio levei um susto, estava só começando a jornada noturna, lembrei que não tinha rezado antes de dormir. Vai ver que é isso, não pedi nem fiz promessa para uma noite tranquila.
Quem nos acordou de manhã não foi Dona Lilica, foi o Igor, o gato, raspando minha porta e me lembrando docemente que o prato de ração estava vazio. Juro que se morássemos numa casa abriria a janela, lançaria o gato no pátio e gritaria incentivando “vai caçar Rei Leão” (moramos no 6o andar, só faria isso se ele fosse um piriquito 😂).
Seguindo a rotina diária de fraldas, mamadeira, peito e troca de roupa, nos aprontamos pela manha, Fernando estava tão comprometido em montar um refúgio seguro (de lego) para os seus porquinhos, que nem percebeu que eu troquei a fralda dele, vesti ele pra escolinha, e já tinha ate escovado os dentes dele. Estranhamente não teve drama para ir a escola, acho que ele já entende essa parada de sexta-feira.
Voltei e me arrumei para tomar um café com uma amiga (e Olivia de brinde), uma coisa é, não é facil tentar sair de casa com o look diferente do “Creusa style” quando se tem um bebê choramingando em volta.
Lá, Entre um gole e outro de café, desabafei sobre a vontade de voltar a trabalhar. Vontade não me falta de ter mais momentos Alessandra, e umas folgas do “mãe dos bonitinhos do 6o andar”. Fora a questão financeira, e de realização pessoal…mas o timming é o problema, penso em voltar com a Olivia já com 6 meses, mas do jeito que tá a crise, é capaz de eu voltar quando ela tiver uns 16 anos 😂.
O café virou um brunch (coisa de americano que acorda mais tarde e junta o café e o almoço), fui pra casa quase 12h, e com 5 minutos de carro a Olívia abriu um berreiro ensurdecedor, que ganharia facil das malditas vuvuzelas da copa. Era fome, parei no estacionamento de um farmácia, botei a danadinha no banco da frente, peito pra fora, e a garota fez cara de paisagem olhando pela janela, se interesse algum em mamar. Tivemos uma conversa séria, sobre a vida e ela decidiu mamar, ufa, porque o guardinha do estacionamento estava meio intrigado com a nossa parada lá.
Ah que maravilha chegar em casa e….não ter nada no lugar, nem um prego ou parafuso, não sei quem é o mais desorganizado dessa casa (voto nos gatos), e o pior é que é gosto de casa arrumada com cheirinho de limpeza. Ai são 2h ou 3 horas até botar a casa numa possível ordem, almoçar, e manter a Olívia dormindo em seu berço.
Ok, feito, hora do intervalo, a “chefe” estava destraída, deu para tomar um chá com biscoito, até a vizinha convidar para um chimarrão. O dia foi produtivo para os neurônios, tive duas conversas adultas dentro de 24 horas 😂. Claro que nenhuma conversa fica imune ao assunto filhos quando você se torna mãe, mas com esforço dá pra dar uma variada.
Busquei o Fernando jurando que era dia da entrega das avaliações, mas no meio do caminho lembrei que hoje não era dia 15. Coisas de mãe, aposto que no dia 15 vou esquecer.
O fim do nosso dia foi tranquilo, sem dramas, exceto quando o Fernando pediu suco de uva, e nos demos conta que acabou. Ah meu filho dia de rancho é sábado, mas quem disse que ele entendeu? Depois de muita explicação e pouco entendimento, achamos a garrafa ideal, ele esqueceu o suco, e bebeu numa nice uma agua.

Acabou o dia e entre cansados e enlouquecidos, todos bem.

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