Um casalzinho, Que Sorte!!!

Sempre me imaginei mãe de menina, e não só uma menina, mas 3, tinha até os nomes, Helena, Antônia e Olívia. Imaginava meu trio de tranças, laços e fitas, vestidos, bonecas, e muita empatia umas pelas outras, seríamos um quarteto de amigas, mãe e filhas.

Mas isso era o meu imaginário, aquelas coisas que a gente sonha quando brinca de boneca, ou imagina nosso casamento com a paixonite aguda dos 15 anos.

Quando a maternidade começou a se tornar mais palpável, quando casei e imaginei que o próximo passo seriam os filhos, juro que essa história de trio cor de rosa desapareceu da minha mente. Quando realmente começamos a tentar engravidar, eu só pensava em ter um filho, independente se fosse ele ou ela eu seria feliz. Eu não era mais aquela adolescente boba, que no fundo queria brincar de boneca. Eu queria ser mãe, independente do que Deus mandasse.

No dia da ultrassonografia que descobrimos que era um menino, me lembro de ficar tão feliz, de dar um sorriso de orelha a orelha, (tenho certeza que também ficaria feliz por ser uma menina), na realidade o sexo naquele momento só ajudava a idealizar o que viria, eu estava feliz com meu menino 🙂 .

Na segunda gestação até achava que era uma menina, tinha a sensação que era, estranho isso, porque com o Fernando não me permitia nem ter palpite, eu não queria mentalizar qualquer preferência de sexo, mas da segunda vez eu sentia que podia ser uma menina, mas ficava tão feliz imaginando 2 menininhos pela minha casa, pensava que o Fernando teria um amigão.

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Provado e comprovado que a Olívia estava a caminho, começaram as chuvas das frases feitas “um casalzinho, que sorte”, “agora com um casal pode fechar a fábrica”. Poucos comentários me incomodam ou me incomodaram durante as gestações e a maternidade em si, mas estes dois eu nunca gostei.

O primeiro por que sentia que se fosse o contrário, 2 meninos, seria azar então??? Que coisa triste de se pensar, ter dois filhos saudáveis para amar seria azar para quem???

O segundo comentário parecia então, que agora se eu engravidasse, iria contra todo o senso comum, que diz que o bom é um de cada, e assim já teria o lacre imaginário no útero (risos).

Enfim, realmente não pretendo ter um terceiro filho, também não quero tomar nenhuma decisão radical, pois sou muito nova ainda, e não sei o que os anos me reservam (daquelas bem realistas). Mas a questão é…ter um filho é sorte, ter 2 é sorte, ter 3 é sorte, ter 2 meninos é sorte, 2 meninas é sorte e ter amor para dar, doar e compartilhar é sorte.

Meninos? Meninas? Casal? Filho único? Pouco importa, com amor é FELICIDADE

Foto: Estilo UOL

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