Medicina alternativa na gestação

 

Oi gurias e barrigudinhas,

Existem muitas opções para as grávidas buscarem conforto durante a gestação, sem apelar para medicamentos. Eu mesma fiz no último trimestre das duas gestações acupuntura para a dor nas costas por conta do peso da barriga. A Rochelle, nossa colunista, doula e enfermeira trouxe um texto super interessante sobre práticas terapêuticas.

Confere:

Que toda gestante deve fazer o pré-natal para cuidar de si e do bebê, todos sabemos. Mas não é só isso! O que temos visto é que as gestantes têm procurado cuidados complementares aos tradicionais. Estamos falando de práticas terapêuticas integrativas e complementares como a acupuntura, aromaterapia, fitoterapia, homeopatia, entre outras. Segundo o Ministério da Saúde (2006) as práticas integrativas e complementares ampliam a visão do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

Entre os cuidados complementares que mais têm sido utilizados com gestantes e puérperas, destacamos a acupuntura, homeopatia e a aromaterapia.

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Parto ativo e o papel do acompanhante

Olá gurias, é com muita alegria que a partir de hoje temos nova colunista, a Rochelle de Carli, que é enfermeira e doula. Aproveitem o texto 😀

O dia em que a mulher entra em trabalho de parto é rodeado por sentimentos diversos. Se por um lado a mulher pode sentir  felicidade por saber que logo poderá  ver rostinho do bebê que a acompanhou nesses longos e intermináveis meses. Por outro lado o medo e a insegurança podem tomar conta desse momento, a superação desses sentimentos está diretamente ligada a cultura dessa mulher, suas crenças e o quanto ela conseguiu se informar e preparar para o parto.

Podemos dividir o  trabalho de parto em 4 fases: os pródromos (quando o corpo começa a “ensaiar” para o parto), a fase latente (quando  as contrações ficam ritmadas), a fase ativa (é  essa que vamos detalhar mais nesse texto) e a fase expulsiva (quando o bebê começa a descer).  Vale ressaltar que o início do trabalho de parto indica que o bebê está pronto para a vida fora do útero.

 A literatura diz que essa fase pode durar até 12 horas, entretanto pode variar muito de acordo com a evolução do trabalho de parto de cada mulher. Na fase ativa as contrações começam a ficar mais intensas e mais frequentes, nesse momento a mulher estará com cinco dedos de dilatação e a fase ativa seguirá até que a dilatação se complete (10 dedos). Devido ao aumento da intensidade e frequência das contrações, as dores começam a se intensificar também, são o colo uterino e a pelve se expandindo ao máximo para a descida do bebê. Normalmente, nessa fase é que a mulher deve ir para a maternidade e no caso de um parto domiciliar é o momento de chamar a equipe que acompanhará o parto. Continuar lendo

Sinais de Depressão Pós-Parto

Tudo, absolutamente tudo muda com a chegada de um novo bebê, os hormônios ficam loucos, e a mãe mais sensível e vulnerável. Mas como distinguir o que é normal e o que é depressão pós-parto?

A nossa colunista Jacqueline Amorim, é psicóloga  e trabalha com gestantes e bebês de 0 a 3 anos em consultório particular e no Centro pais-bebê da UFRGS, além de escrever para o blog Crescer Psicologia,  fala um pouco desse assunto pra gente. Confere aqui:

O texto de hoje é sobre depressão pós-parto (DPP). Um assunto que está bastante em voga, mas que é permeado de tabus, de dúvidas e, infelizmente, de muitos preconceitos.

Alguns dados estatísticos. A DPP atinge cerca de 10 a 15% das mulheres pelo mundo, sendo que no Brasil a incidência é ainda maior: pesquisas apontam que esse quadro chega a afetar 3 em cada 10 mulheres.

É uma prevalência bastante alta, mas, ainda assim, bem mais da metade dessas mulheres não chega a ter acesso a um tratamento adequado. Poucas recebem o diagnóstico. Já se sabe que a DPP prejudica não só a saúde da mãe, como também o desenvolvimento do bebê, pois afeta o vínculo e a interação entre a dupla. Por isso tenho percebido a ânsia de se falar sobre o assunto nos últimos tempos. Estamos nos dando conta que muitas mulheres não estão sendo ajudadas quando deveriam ser, portanto, muitos bebês também deixando de ser ajudados.

listening to him breathe heavily when he sleeps is my favorite.:

Fique atenta.

A DPP pode se instalar lentamente, podendo já dar alguns indícios ainda na gravidez. Algumas situações, nas quais a gestante se sente só e desprotegida, podem favorecer para que o quadro vá se agravando, como: não ter uma rede de apoio para contar; falta de apoio e problemas no relacionamento com o pai do bebê; dificuldades anteriores para engravidar ou complicações em gestações anteriores; perda gestacional; história familiar de violência, negligência ou histórico de depressão e outros transtornos psíquicos na família; gravidez não desejada ou altamente idealizada; situações atuais estressantes, como financeira, trabalho, família, etc. Continuar lendo

O medo do parto

Gerar uma vida é um daqueles mistérios do universo, que muitas vezes nem queremos entender, apenas sentir. Pouco importa quais são as etapas de desenvolvimento do bebê, queremos sentir os primeiros movimentos, Birth Doesn't have to Suck--YES! Becoming informed was one of the best things I did for myself and my birth; totally changed my perspective and took a lot of fear out of the process. It's not mentioned here, but I highly recommend Bradley Method classes for this.: queremos observar as mudanças do nosso corpo, queremos ser admiradas por carregarmos aquele pequeno milagre.

Ter um filho e gestar um bebê é o sonho de muitas mulheres, mas parir dá medo. Gestar no imaginário popular é lindo, parir é torturante. O que faz com que não acreditemos que é possível ter um parto feliz?

É normal que tenhamos medo de um evento totalmente desconhecido, que em tese, será doloroso e cheio de sofrimento, e que a principio você tem a alternativa de não passar por isso. Mas temos que pensar no parto como uma maratona, você tem que se preparar física e emocionalmente para esse dia, com conhecimento, técnica e tranquilidade. Durante a maratona é bem possível que sinta dores, mas você se preparou para aquele dia, e vai querer atravessar a linha de chegada.

Quando me preparei para o parto da Olívia, entendi muitas questões que não havia percebido na gestação do Fernando, coisas que não me atentei a questionar, pesquisar, e pensar que comigo seria diferente: Continuar lendo

Parto Cesarea X Parto Normal – Minhas Experiências

Oi gurias,

Se tem um grande mistério na gravidez, é de como será o parto. No geral você tem 9 meses para experimentar as sensações da gestação, e a vida inteira para ser mãe, isso te dá uma certa tranquilidade no quesito tentativas, experiências, erros e acertos.

Mas o parto em si, é uma chance por gestação. Uma vez só que você terá para tentar ter o seu bebê da forma que sonhou, e não é a toa que tantas mulheres sentem-se frustradas com as experiências que tiveram.

Eu tive 2 filhos e duas experiências completamente diferentes, Fernando de cesárea e Olívia de parto normal (ou vaginal, como alguns falam, já que houveram alguns procedimentos intervencionistas).

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Vou contar um pouco pra vocês Continuar lendo

Relato de Parto – Parte 2 – No hospital

Entrar no carro para ir para o hospital já exigiu bastante concentração, cada buraco era um incomodo, parecia que ia nascer ou a bolsa ia estourar.

Mesmo com as ruas não cooperando muito, cheguei com a bolsa intacta e com a Olívia bem quetinha. Contrações ainda de 3 em 3 minutos. Eu estava bem ansiosa nesse momento, porque haviam algumas questões que não sabíamos como seriam, se haveria alguma sala de parto PPP disponível, qual equipe me atenderia e se deixariam entrar a Janine (não há legislação que permita a livre entrada de Doulas no SUS, mas tínhamos esperança que dependendo do plantão, deixariam ela entrar). Continuar lendo

Relato de Parto – Parte 1 – Em casa

O parto da Olívia foi imaginado na minha cabeça antes mesmo dela ser concebida. Desde que passei pela experiência da cesárea com o Fernando ficava imaginando como teria sido se fosse parto normal, li mais relatos e fui atrás de informação para entender o por quê do parto não ter evoluído. Então entendi que para ter um parto como eu imaginava, teria que me planejar, me informar, me preparar. Dependeria 90% de mim e apenas 10% do destino e da equipe que me acompanharia.

Sabia que teria um segundo filho mais cedo ou mais tarde, e teria oportunidade de fazer diferente. Aí surgiu a gravidez da Olívia, adiantada em 2 anos nos nossos planejamentos, mas não menos amada e querida.

Caí de cabeça em livros, em pesquisas, em fatos e dados, afinal, muitos falavam de risco de parto normal após uma cesárea. Procurei grupos de apoio, busquei uma doula e fui visitar hospitais. Se existisse um certificado de “Preparada para o parto”, eu teria recebido…hehehe.

Por conta das famosas taxas de disponibilidade cobradas pela maioria dos obstetras, resolvi que teria o parto com uma equipe de plantão. Pelo meu convênio a única opção de hospital com plantão obstétrico em Porto Alegre seria a Santa Casa, mas depois de ir à um grupo de apoio e ouvir relatos de parto pelo SUS no Hospital Conceição, fiquei muito animada e resolvi escolher entre os 2 hospitais. Continuar lendo